quinta-feira, 30 de setembro de 2010

... A imensidão dos nossos passos.


Um passo, dois passos...

... noventa passos...

Conheces a minha história?
Sabes o meu passado? E o futuro, imaginas sequer?


[conto-te os meus passos, etapas....
gostas? achas interessante?]

Quero ser tua.
Quero que me prendas no teu ser.


... trezentos e trinta passos...

[Gosto tanto desta viagem, nunca me deixes!]

Consegues gostar de mim?
- Shhh, não digas nada, aproveita...


... Quinhentos e noventa e um passos...

[Isto é... Único. É místico, é... Tudo]

Até agora, estou a adorar, ficas comigo?
- Fico e tu?
Também, Amo-te ser que não me é nada e acaba por ser tudo.


... Seiscentos e sessenta e seis passos...

[Nunca te vou deixar,
pelo menos até parar de respirar]

Contigo, por ti, luto por tudo, quando só há o nada.

[Nada, tudo...
... Tudo, nada]

... Perdi a conta dos passos, amo-te.

Estilhaços do teu ser. [O Regresso(?)]


Na essência deflagrada do teu ser,
Algo me atormenta e não é viver.

Conheces o desespero?
Vejo-me rodeada por tudo o que é teu,
Algo que um dia foi e já não é meu,
Algo que um dia outrora se ergueu.

Conheces a solidão?
Conheces-me, estando taciturna?


No leito da tua fragrância, rogo pragas,
Umas repletas de escárnio e mal dizer,
Outras, de afecto e poder.

[Caramba, quero-te aqui e não te tenho!]

Um sorriso mal esboçado, incompleto.
Um sorriso desfeito,
Um sorriso destroçado.
A ausência do teu ser indigna-me, frustra-me.
A memória que carrego dele, ofusca-me a escuridão.
A realidade que me diz não o ter, agora assusta-me.

Conheces o amor que sinto?
Conheces a essência que me compõe e constrói?


Olho para todo o lado, e em todo o reflexo vejo-te.
Desde o simples cair duma gota de chuva,
Ao maior quadro que tenho, inspirado em ti.
Desde o simples raiar do sol,
À memória mais intima que guardo em mim.

(sussurro-te: guardas o meu segredo?)

Conheces-te?

sábado, 25 de setembro de 2010

Acabou (?) ...

Música que me acompanha o estado de espírito: "Escape" - Depeche Mode.



- Há uns largos dias atrás, a minha vida deu uma volta de 225º, outra de 90º, outra de 180º, já nem sei a quantas ando sequer. Comecei a tomar droga e a beber. Não digo que me orgulho, mas têm sido o pão nosso de cada dia. Todavia não digo que me sinto completamente arrependida, porque até gostei da sensação que esta vida me tem proporci
onado. Estudos, Livros, Música, Festas, Consumo de álcool e drogas, mas... Pronto, acho que nunca me senti tão exausta na minha vida. Nem para o blog tenho tido tempo, hoje, por puro desespero, é que postei qualquer coisa. Sinto-me tão... Sei lá, confusa, gasta... São 9h e meia e estou com olheiras que metem medo ao susto, uma cara pálida, não me consigo mexer (muito), consumi hoje. Consumi ontem. Consumi, sei lá.

...

Estou por isso, a tirar umas pequenas férias aqui do blog. Mas férias assumidas. Férias assumidas, tanto do blog, como de algumas coisas
que tenho por obrigação e me gastam completamente a cabeça. Há dias e momentos tão estranhos e tão... Estapafúrdios, que nem sei... Nem consigo escrever algo de jeito hoje.


... Estou mesmo MUITO cansada. ...

PS: São só umas férias assumidas, não fiquem já todos ressabiados, sofridos e desesperados por queca que não é um adeus para sempre, é um adeus, quem sabe por 5 dias, 1 semana, 2 semanas... Quem sabe.
.


Contam-me histórias da vida de quem não a tem e pedem às cordas de um instrumental silêncioso que se curvem nos trastos que já não sopram. Deambulam pelas selvas do desassossego e o pecado da Razão fala mais alto. Quando abrem os olhos, não os têm e quando os fecham desaparecem por completo. São brumas no passado que se arrasta no tempo e quando acreditam, voltam sob o efeito de madrugada. No fundo, nada existe. Este jogo sou eu. És tu. Nós nestas fragas que se esculpem num roxo distraído. Voluptuosas e sangrentas entre essas ironias de espelhos quebrados. As teclas do piano soltam-se com sussurros e segredos. O vulto do passado vive em nós. Somos assim.

[...Talvez...]
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