quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Estilhaços do teu ser. [O Regresso(?)]


Na essência deflagrada do teu ser,
Algo me atormenta e não é viver.

Conheces o desespero?
Vejo-me rodeada por tudo o que é teu,
Algo que um dia foi e já não é meu,
Algo que um dia outrora se ergueu.

Conheces a solidão?
Conheces-me, estando taciturna?


No leito da tua fragrância, rogo pragas,
Umas repletas de escárnio e mal dizer,
Outras, de afecto e poder.

[Caramba, quero-te aqui e não te tenho!]

Um sorriso mal esboçado, incompleto.
Um sorriso desfeito,
Um sorriso destroçado.
A ausência do teu ser indigna-me, frustra-me.
A memória que carrego dele, ofusca-me a escuridão.
A realidade que me diz não o ter, agora assusta-me.

Conheces o amor que sinto?
Conheces a essência que me compõe e constrói?


Olho para todo o lado, e em todo o reflexo vejo-te.
Desde o simples cair duma gota de chuva,
Ao maior quadro que tenho, inspirado em ti.
Desde o simples raiar do sol,
À memória mais intima que guardo em mim.

(sussurro-te: guardas o meu segredo?)

Conheces-te?

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