quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Um dia, a dança existiu...




Marcavam naquele momento, exactamente 3h da manhã, e a vontade que o meu corpo tinha de saír da cama, era enorme. Parecia que me estava a chamar para algo, algo que nunca tinha presenciado. E a minha mente co-operava com o meu corpo, fazendo-me despertar dum sono tão profundo. O que a minha alma sentia, era fome de inspiração clássica. Saí da cama, vesti um vestido branco, calcei as minhas sabrinas e fui para uma das muitas salas que o palácio onde vivia tinha. Era uma sala de estilo minimal. Paredes brancas, completamente nuas. O chão, era vermelho, já que a sala era e aparentava ser tão fria, ao menos tinha o vermelho, uma cor quente, que alegrava essa mesma sala. Abri as portas. Senti um calafrio a percorrer-me a espinha. Mal entrei, o som clássico e victoriano por quem sempre me liguei e apaixonei, começara a dar. E o meu corpo, esse, em cumplicidade com a música, começou a mover-se, de uma forma tão suave e subtil, que parecia que não era eu a comandar o meu corpo, mas sim as ondas sonoras que os meus ouvidos presenciavam. Parecia tudo tão automático, e surreal, que a minha mente se deixou levar pelo momento. Engraçado, naquele momento senti-me tão completa, mesmo que só tendo o som de umas quantas músicas, um vestido, umas sabrinas e uma sala completamente vazia. Só esses 4 elementos preenchiam a minha alma naquele momento. Tanto dancei, que as paredes, num branco, completamente cru, se alegraram e encheram de calor, podendo-se nelas observar, pequenas gotículas de suor. O chão, num tom vermelho vivo, alimentava-me a vontade de dançar cada vez mais. Tanto dancei, que cheguei a um ponto, que o meu corpo já suplicava para parar. Contudo, a minha mente, queria mais. O corpo queria menos. Fiz uma pausa. Segurei-me num canto, para recuperar energias e inspiração. Abençoado seja o momento em que o meu corpo, em cumplicidade com a minha mente, me quiseram acordar, para tal momento inspiracional.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Pimpa's Paradise - Damian Marley




(...)
Cause coke was a thing that once she first try
Was once a blue moon to once a blue sky
Now she's wondering who else wants to go buy
She don't got no money and wants to get high
Story sounds familiar,
Like born to be wild but she sillier
Not quite the same, but she similar
A waste of my sarsaparilla
Used to look good in the videos, now she look hideous
(...)
For no reason a seasoned splif was the first thing
One spring season while she's out flirting
Now she season in and don't need rehearsing
Esteem get a beating, life is uncertain
Ego need feeding, now the wants worsen
Beneath the demons she's a warm person
When she's not fiending, swearing and cursing
Behind the curtains, she's really hurting
And while her people don't even trust her at home
The dealer dem grin and cook the rocks down
And she without sin will spark the first stone
The feeling kicks in she's in the dark zone
Old friends walk pass going 'bout their own
As if she is someone that they don't know
Then the King of Kings lift her off the floor
Saying, "Life is a thing when you learn you grow."


Esta é uma das inumeras músicas que mais me influenciam de momento.

3 Segundos...

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3. Neste momento nasci, criei a minha própria imagem sem olhar a exemplos terceiros. Quis ter a personalidade mais única que o Mundo alguma vez enfrentou. Quis imaginar uma personalidade controversa e ousada , mas ao mesmo tempo uma personalidade que não queria ser muito conhecida , mas sim, uma personalidade que valia a pena conhecer e explorar. Quis criar o simples e complexo "Eu" que sou agora. Quis dar um toque único no esboço, quando imaginei a pessoa que sou hoje. Quis ser tão única quando pensei naquilo que a minha áurea imaginou ser hoje.

2. Tracei metas, linhas imáginárias do meu pensamento, pús neste imenso universo tanta fonte cultural que nem eu própria entendo esses vocábulos explicitos aí. Tracei caminhos explicativos das minhas acções. Inovei os sonhos que em pequena tive. Caminhei durante anos e anos, a gerir todos os traços memoriais, de forma a inovar o mundo, revolucionar a realidade onde vivo. Tentei, à medida que andei e continuo a andar, registos memoriais, tão irreverentes e genuínos, que jamais o Mundo irá esquecer.

1. Agora que me sinto cansada, está na altura de pousar as sabrinas que tanto utilizei a traçar esses caminhos, e deixar um rasto da minha cultura. Ajudar a criar novas tendências. Inovar o mundo, já que foi algo, que durante toda a minha vida batalhei por alcançar. Sinto-me exausta, de tanto caminhar, de tanto batalhar por um mundo melhor.

0. Um simples e harmonioso adeus , acompanhado com as melhores notas musicais que o ser humano alguma vez inventou. Um simples "Adeus", com a música da minha vida. Um “Adeus”, não definitivo, pois o meu corpo irá viajar, já a minha mente, ficará presente no mundo de todas as pessoas. Piada, o mundo para onde o meu corpo se transportou, é tão diferente daquele em que vivia. Mais místico. Mais complexo.

domingo, 8 de agosto de 2010

Uma Viagem, um Pensamento..

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7h da tarde. Era, naquele preciso momento em que me vi, livre, no próprio estado de prisão. Ver-me ali sentada, naqueles frágeis "assentos", com o Mundo todo ao meu dispor, causou-me uma adrenalina e serenidade... Tão fortes e tão contraditórias, que me vi presa, dentro do meu próprio ser. O ambiente, completamente deserto, causou-me tranquilidade. A minha vontade de nunca mais acabar aquela magnífica viagem "aérea", levantou em mim, um espírito de adrenalina. Então aquele Sol, que pintava na minha visão, uma tela em tons de azul e lilás, com o contraste do laranja já gasto, escondido entre as quase transparente nuvens, de textura macia, como se tratássem de meros algodões, a iluminar-me o caminho... Meu deus, que adrenalina. Ver toda aquela paisagem desertificada, onde apenas a íntocavel Natureza predominava... Causou-me uma tranquilidade e nostalgia com a Mãe Natureza, conjuntamente com aquela brisa suave e fresca da tarde, que me deslocava os cabelos, ora para a esquerda, ora para a direita. Ver o movimento vanguardista das ondas, despertou em mim, uma serenidade, onde, durante toda aquela minha viagem sobre a atmosfera que me rodeava, mergulhei no meu subconsciente, registos memoriais, e entrei numa introspecção, sobre o rumo que estava a traçar na minha vida. Chamem-me insana, tresloucada. Chamem-me melancólica, deprimida. Chamem-me alegre, sortuda. Chamem-me o que tiverem no vosso pensamento, mas só eu sei, só eu posso contar a experiência que aquela viagem me transmitiu. Só eu sei o que nela se sentiu.
Só eu sei, que ninguem a terá como eu a tive.

Sol, até amanhã...

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Olho para o exterior da janela, e lá estás, sempre à minha espera, Céu incoberto e pintado em tons de laranja e violeta, Mas que visão. De manhã, o nosso encontro é inevitável. Cada vez que abro a janela, olhas para mim com esse teu jeito pecaminoso, e assim continuas durante todo o dia, até ao anoitecer. É nestes dias repletos de luz que me completo. Sinto-me tão ligada a ti, que quando te vais embora da minha vista, nessa tela de gradiente laranja, repleto das cores mais belas que um ser humano alguma vez conseguirá pintar, anseio pelo regresso. Anseio pelo próximo amanhecer. Sim minha essência. Sem ti não consigo viver. Estou sem a tua presença e acredita. Acredita que me sinto sombria. Sem aquele teu jeitinho meio criança, meio pecaminoso. Vivo tão dependente de ti, que acordar e contemplar-te é sempre uma alegria. Com a tua áurea, tudo é tão feliz. Com a maior sinceridade, és muito mais do que um simples meio de calor. És muito mais do que um simples raiar.
Sem ti não vivo, por isso, espero ter-te até ao fim da minha vida. "Não te vás! Não te vás!" é o que eu digo quando vais embora. Contudo, a tua demasia é fatal, e por mais que goste de ti, tenho medo de ti. Tenho medo das simples mazelas inconscientes que trazes contigo.

Uma nota na tua partida: Venero-te, até amanhã querido.

sábado, 7 de agosto de 2010

Momento de Introspecção

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Nunca vos aconteceu, estar numa praia, super tranquila, na companhia de algumas das pessoas que mais vos querem bem dispostos, e mesmo assim... Sentirem a falta de alguma coisa, para vos completar, para completar aquele momento? A mim aconteceu-o hoje.

Então, para afastar as más ondas, pus o meu MP3, deixei o telemovel na toalha e decidi caminhar sobre a areia, com o movimento vanguardista das ondas. Caminhei para aí uma hora, sem rumo definido.
Pus-me a andar, a andar...

(...)

Mudar de estilo de vida? Mudar a personalidade? Fazer um restart n'algum ponto da minha vida?

Não sabia bem o que decidir, o que escolher, o que alterar...
Durante a viagem à beira-mar, num momento de introspecção profunda, começou a dar uma música, super importante para mim. [Podem ouvi-la, ao iniciar este blog]. Soltei uma lágrima.
O que é facto, é que me senti bem melhor, depois daquela hora de reflexão.

Toda esta tarde me marcou.
Aquela praia. Aquela viagem. Aquela hora.

Perdi a Inocência contigo...


Sentes-me, perto de ti
Sinto-te, agarrado a mim.

Chego a questionar-me o porquê de te ser tão frágil, quando no fundo sou uma rocha dura e fria. E aquando da tua presença, uma pétala de uma papoila, insegura e fraca. Fazes-me mal, sabias?
Não digas nada. Estou aqui.
E fico calada, forçadamente, por não ter estofo suficiente para te enfrentar. Como é que é possivel seres-me tão esmagador, e como é possivel eu vacilar e sucumbir na tua áura? Por favor, diz-me o porquê disto tudo, ou atinjo a insanidade mental.
Fecha os olhos, relaxa uns instantes. Tens-me só para ti.
Paro imediatamente, olho-te fixamente nos olhos. Transmites intensidade. Transmites-me segurança momentânea. Trazes-me luxúria à mente. Sabes, podemos ficar sempre assim, neste momento, presos dentro desta crisálida sentimental. E os grãos da clépsidra, não se mexem. É fascinante o quão poder tens, sobre tudo, sobre mim, sobre o próprio tempo.
És minha.
Sou teu.

Nada neste momento nos vai impedir de rasgarmos a intimidade um do outro. Nada nos vai impedir de termos prazer carnal e soltar aqueles gritos que me fazes soltar. Nada nos vai impedir de abafar o ar que sinto neste momento, no quarto. Nada. Nada.
Gostava imenso de saber o porquê de seres assim, só comigo. Acredita que gostava de saber o porquê de me teres escolhido para ser tua. Invades-me a inocência do pensamento, rogas-me pecado. Fodes-me a alma. Adormeces ao meu lado, depois de me teres tomado como tua posse.
“Nunca me deixes, meu amor-perfeito”
Raios, odeio quando dizes-me coisas carinhosas… Fico frágil, sabes?
Vejo depois,um ramo de flores, e um bilhete, na minha secretária.
“Amo-te tanto. Sempre teu. Sempre minha”
Vou dormir, até amanhã..

Quadro Naturalista Falhado

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Abro a janela, sinto o frio a rasgar-me a pele de tão árido. Dessa paisagem minimamente florestal noto um raiar minúsculo, ainda meio tímido, pintado em tons laranja arroxeado. Vejo esse tímido raiar escondido pelas nuvens neutramente melancólicas, pintadas em tons cinza escuros. Ponho a mão fora da janela, toda embaciada pelo frio. Sinto chuva a caír-me na mão. Não acredito, finalmente! A tão desejada chuva apareceu, e lá fui eu, para o pátio, dançar com a chuva. Juntas dançámos tanto que acabei por cansá-la. Tanto que se foi embora, para terras longínquas. Sentimento mutuamente minimal. Serviu para trocarmos toques inocentes. Lá vai ela.. Feliz da vida. Tão mais feliz, que me deixou, nesses escassos momentos, o mais bonito cenário, tão colorido, que nem eu própria sei a quantidade de cores e tonalidades desses traços tão minimamente místeriosos. Quem me dera que tudo fosse como esse desenho. Com amarelos electrizantes. Azuis tão pálidos. Vermelhos tão inatíngiveis. Verdes tão berrantes, que nem numa vida os conseguia obter nas telas que tanto pinto e repinto. Lá estão os traços, escondendo entre eles umas tonalidades mais neutras. É como se tivesse o poder dessas cores todas, na minha mão, e dessas cores todas, fazer o que eu quiser. É como se, por acidente, pela minha imaginação tão alucinogénica, tivesse o próprio Arco-Íris na minha mão, mesmo que num elemento completamente disforme àquele que o Arco-Íris é composto. É engraçado, neste momento, parece que, na minha visão, todos os elementos não tivessem cor, sendo assim compostos por tons neutros, cinzentos, enquanto são preenchidos pela tonalidade completamente colorida daquele Arco-Íris disforme. E ponho-me a contemplá-lo. Ponho-me a contemplar o Arco-Íris na sua forma mais complexamente imperfeita. Reparo nesses campos desconhecidos que nunca tive curiosidade em pisar, e ponho-me a observá-los tão atentamente. Sou tão adepta da Natureza que adoro contemplar os mais simples elementos naturais. Tento imaginar tudo isto. Todo o Paraíso do Éden com que me deparo no meu pensamento, e reflicto-o nas telas. Sem sucesso, mas tento. Um trabalho mínimamente falhado. A Natureza é tão complexa, Sim. Mas eu gosto dela assim. Misteriosa.



Música I



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Uma das músicas que mais me influencia neste momento. Achei giro partilhar isto convosco.

Listen... Amo-te

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“Listen
To the song here in my heart,
A melody I start but can’t complete…”

Era assim que me sentia. Cada vez que nos papéis tentava descrever tudo aquilo que me compõe. És demasiado abstracto. Não importava o quanto escrevesse, não conseguia completar aquela composição dedicada a ti. Até se podia estar a transformar numa epopeia colossal, não conseguia finalizá-la. Sussurras-me que és meu e o teu timbre rouco afasta-se da minha mente.
És minha.
Sou teu.

Por entre o meu quarto, pintado em tons de branco e beje, senti por momentos o cheiro a incenso misturado com a fragrância abafada do ópio que tomavas antes de me rasgares a pele, em momentos de êxtase carnal. Continuei a escrever, com uma vontade esquizofrenica, mesmo que sem sucesso. Estarias mesmo a chegar? Estarias mesmo a regressar, pronto para me possuires e tomares por tua posse? Era tudo tão surreal, que não quis acreditar.
Tomo-te.
Tomas-me.
Não digas nada.
Oiço subitamente uma porta a rangir. Eras tu quem tinha chegado. Eras mesmo tu, em carne e osso. A minha mente não conseguia acreditar, mas os meus olhos, afirmavam a tua chegada. O teu regresso. Aproximas-te de mim, dás-me um beijo arrepiante no pescoço, e envolves os teus braços, nos meus.
Cheguei.
Bem-vindo a casa, fofinho.
Sentas-te ao meu lado, acendes um cigarro, dás um gole no copo de sangria que estava a beber. E olhas-me com malicia. Olhas-me intensamente. Pegas em mim, pões-me na cama. Começas a despir a minha intimidade, deixando-me nua. Indefesa, como se fosse alguma propriedade tua. Apagas o cigarro, e vens para cima de mim, cobiçar-me e rogar-me pecados mortais. Começas-me a foder, com aquela vontade ofegante, de me possuir logo alí..
Soltamos um grito orgásmico, tão intenso. Como se fosse um berro gárgulo.
Acho que nunca tive tanto prazer como tive esta tarde.

Dás-me um beijo, e ficas ali, comigo, como se me quisesses proteger de alguma coisa. E adormecemos os dois. Acordo já são 9h da noite, e a tua presença já não está comigo. Deixas-me um bilhete na mesinha de cabeceira.
“Nunca me deixes, minha.”

Nunca te irei deixar, meu.
Vou tomar um banho, e esperar pelo amanhã.
Amo-te.

Escritos, algures por ai...


I

Brinquei com a poesia, com a prosa
Refugiei-me no mundo do intelecto.
Encontrei o meu maior adultério que,
Vou mergulhar no pensamento, para o descobrir..
"Inequivocavelmente, é a escrita."
Sem duvida alguma.

E venha que arte vier,
Será sempre a escrita, a preencher-me a mente.
Será sempre a escrita, a percorrer-me as veias.
E nela me escondo de tudo, e mascaro.

Letal, mortal, bela, pecaminosa.
A escrita é tudo isso, e mais uns quantos adjectivos.
Borrifo-me para qualquer actividade inculta.
Onde nada se aprende, nem tira conclusões.
Rasguem-me os papéis escritos, tê-los-ei sempre na memória, e...
Ode à escrita. Ode ao conhecimento.


II
Onde estás, escrita?
Brilhei tanto, ao teu lado, e agora nada sou.
Sem ti, nada sou, perdi a identidade.
Contaste-me tantas epopeias avassaladoras,
Uniste-me com o intelecto, e ousadia de conhecer.
Recordo-me de ti, e escorre-me uma lágrima.
Uniste-me a ti, tão depressa que...
Sem ti, nada sou, nada tenho, torno-me nua e crua.

Fica comigo, meu pecado, meu veneno.
Ingressa comigo, numa condição mentalmente eterna,
Onde juntos, imortais permaneceremos.


PS: Lá por ter apagado alguns posts, não significa que os queira longe da minha vida. Vou aproveitar alguns, como é óbvio.

Noite Inquieta



2h30 da manhã, marcava o meu relógio. Não conseguia dormir, ou não tinha vontade de ir para a cama, nem sei bem, mas havia algo que me afastava da cama. Era única aquela sensação. Deitei-me no leito da minha cama. 2h50, marcava o meu relógio e a vontade de dormir ainda não tinha chegado. Tudo me pareceu estranho, era um dia de aulas, como os outros, e àquela hora, já supostamente deveria de estar a dormir, para quando acordasse, o fizesse cheia de energia. Então pus-me a ouvir Bauhaus (“Bela Lugosi’s Dead”, um bem haja no mundo da música), acendi um cigarro, e pus-me à janela, a observar o mundo que me rodeava. Nada via, o que é facto. Apenas casas com as janelas fechadas, umas florestas, um jardinzinho que tenho no meu prédio, e os postes de electricidade, a funcionar, como todos os dias. A vizinha do lado, como sempre é habitual àquela hora, vai tomar um chá à cozinha, seguido de uma boa música vintage. O vizinho de baixo, dorme profundamente, amanhã é dia de trabalho. Os vizinhos de cima, como sempre, ainda estão a jogar no computador, como se nada tivessem para fazer, sem nenhuma obrigação, contudo. E eu, que amanhã tenho aulas, estou à janela, a fumar e ouvir Bauhaus.
(…) 3h05, marca o meu relógio. Acabei de fumar, continuo a vislumbrar a noite que cá faz, e penso sobre a vida. Sobre a vida dele, a vida dela, a vida deles, a minha vida… Suspiro. Um bocejo hipócrita percorre-me o corpo. Irónico, estava a bocejar, e não tenho sono… Leio portanto um livro (“A Loucura" de Mário Sá Carneiro).
(…) 3h45, marca o meu relógio, e já meio livro li. O sono, não sei dele. Talvez o tenha perdido com tanta excitação do livro. A minha cara, estava como nova, não se notava ponta de cansaço, muito menos sono. Não percebi o porquê, mas até gostei. Continuei, por isso, a ler o livro, com uma vontade tão grande, que me abstrai do mundo ao meu redor. O cheiro a floresta e a mar, preenchiam a fragrância que sentia no meu quarto.
(…) 4h30, marca o meu relógio, e acabei o livro, acendi outro cigarro. Continuava sem sono. Bem, não liguei, acabei de fumar, apaguei o cigarro, pus-me dentro dos lençóis, para ver se ao menos descansava. Tinha aulas às 11h da manhã, por isso, se acordasse às 9, não haveria problema. Comecei a sentir um peso nas pestanas, e adormeci…

Porquê...

Vi-te, e não hesitaste em abraçar-me.

Porquê...
Porque é que me fazes isto, sabendo que odeio isto, sabendo que te sou fraca?
Quantos mais me querias dar, estando sóbria? Quantas mais mentiras me querias dizer?





Até lá, não quero que repitas o que fizeste, neste preciso momento. Não o faças, a menos que esteja completamente alucinada. Até lá, deixa-me.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Rejuvenescer do Blog.

Pois é, como podem ter reparado, apaguei os posts todos que tinha p'raqui armazenados.
Como sabem, uma pessoa às vezes precisa de fazer um reset a inumeras coisas na vida.
Com efeito, desde já agradeço o enorme apoio que me têm dado para continuar esta terapia, a escrita, essas pessoas são por isso, na minha mente, inesquecíveis.
Com alguma coragem e força de vontade, apaguei os posts, e quiçá, uns dias por aí, não os volte a publicar, talvez hoje, ou até amanhã, não sei bem.
Vou ver se arranjo algum tempinho, para por as ideias todas na cabeça, publicar os pequenos fragmentos que tenho no que toca a vivências e experiências.
Obrigada pela compreensão. :)
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