
Olho para o exterior da janela, e lá estás, sempre à minha espera, Céu incoberto e pintado em tons de laranja e violeta, Mas que visão. De manhã, o nosso encontro é inevitável. Cada vez que abro a janela, olhas para mim com esse teu jeito pecaminoso, e assim continuas durante todo o dia, até ao anoitecer. É nestes dias repletos de luz que me completo. Sinto-me tão ligada a ti, que quando te vais embora da minha vista, nessa tela de gradiente laranja, repleto das cores mais belas que um ser humano alguma vez conseguirá pintar, anseio pelo regresso. Anseio pelo próximo amanhecer. Sim minha essência. Sem ti não consigo viver. Estou sem a tua presença e acredita. Acredita que me sinto sombria. Sem aquele teu jeitinho meio criança, meio pecaminoso. Vivo tão dependente de ti, que acordar e contemplar-te é sempre uma alegria. Com a tua áurea, tudo é tão feliz. Com a maior sinceridade, és muito mais do que um simples meio de calor. És muito mais do que um simples raiar.
Sem ti não vivo, por isso, espero ter-te até ao fim da minha vida. "Não te vás! Não te vás!" é o que eu digo quando vais embora. Contudo, a tua demasia é fatal, e por mais que goste de ti, tenho medo de ti. Tenho medo das simples mazelas inconscientes que trazes contigo.
Uma nota na tua partida: Venero-te, até amanhã querido.
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