I
Brinquei com a poesia, com a prosa
Refugiei-me no mundo do intelecto.
Encontrei o meu maior adultério que,
Vou mergulhar no pensamento, para o descobrir..
"Inequivocavelmente, é a escrita."
Sem duvida alguma.
E venha que arte vier,
Será sempre a escrita, a preencher-me a mente.
Será sempre a escrita, a percorrer-me as veias.
E nela me escondo de tudo, e mascaro.
Letal, mortal, bela, pecaminosa.
A escrita é tudo isso, e mais uns quantos adjectivos.
Borrifo-me para qualquer actividade inculta.
Onde nada se aprende, nem tira conclusões.
Rasguem-me os papéis escritos, tê-los-ei sempre na memória, e...
Ode à escrita. Ode ao conhecimento.
II
Onde estás, escrita?
Brilhei tanto, ao teu lado, e agora nada sou.
Sem ti, nada sou, perdi a identidade.
Contaste-me tantas epopeias avassaladoras,
Uniste-me com o intelecto, e ousadia de conhecer.
Recordo-me de ti, e escorre-me uma lágrima.
Uniste-me a ti, tão depressa que...
Sem ti, nada sou, nada tenho, torno-me nua e crua.
Fica comigo, meu pecado, meu veneno.
Ingressa comigo, numa condição mentalmente eterna,
Onde juntos, imortais permaneceremos.
PS: Lá por ter apagado alguns posts, não significa que os queira longe da minha vida. Vou aproveitar alguns, como é óbvio.
Sem comentários:
Enviar um comentário