sábado, 7 de agosto de 2010

Perdi a Inocência contigo...


Sentes-me, perto de ti
Sinto-te, agarrado a mim.

Chego a questionar-me o porquê de te ser tão frágil, quando no fundo sou uma rocha dura e fria. E aquando da tua presença, uma pétala de uma papoila, insegura e fraca. Fazes-me mal, sabias?
Não digas nada. Estou aqui.
E fico calada, forçadamente, por não ter estofo suficiente para te enfrentar. Como é que é possivel seres-me tão esmagador, e como é possivel eu vacilar e sucumbir na tua áura? Por favor, diz-me o porquê disto tudo, ou atinjo a insanidade mental.
Fecha os olhos, relaxa uns instantes. Tens-me só para ti.
Paro imediatamente, olho-te fixamente nos olhos. Transmites intensidade. Transmites-me segurança momentânea. Trazes-me luxúria à mente. Sabes, podemos ficar sempre assim, neste momento, presos dentro desta crisálida sentimental. E os grãos da clépsidra, não se mexem. É fascinante o quão poder tens, sobre tudo, sobre mim, sobre o próprio tempo.
És minha.
Sou teu.

Nada neste momento nos vai impedir de rasgarmos a intimidade um do outro. Nada nos vai impedir de termos prazer carnal e soltar aqueles gritos que me fazes soltar. Nada nos vai impedir de abafar o ar que sinto neste momento, no quarto. Nada. Nada.
Gostava imenso de saber o porquê de seres assim, só comigo. Acredita que gostava de saber o porquê de me teres escolhido para ser tua. Invades-me a inocência do pensamento, rogas-me pecado. Fodes-me a alma. Adormeces ao meu lado, depois de me teres tomado como tua posse.
“Nunca me deixes, meu amor-perfeito”
Raios, odeio quando dizes-me coisas carinhosas… Fico frágil, sabes?
Vejo depois,um ramo de flores, e um bilhete, na minha secretária.
“Amo-te tanto. Sempre teu. Sempre minha”
Vou dormir, até amanhã..

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