
7h da tarde. Era, naquele preciso momento em que me vi, livre, no próprio estado de prisão. Ver-me ali sentada, naqueles frágeis "assentos", com o Mundo todo ao meu dispor, causou-me uma adrenalina e serenidade... Tão fortes e tão contraditórias, que me vi presa, dentro do meu próprio ser. O ambiente, completamente deserto, causou-me tranquilidade. A minha vontade de nunca mais acabar aquela magnífica viagem "aérea", levantou em mim, um espírito de adrenalina. Então aquele Sol, que pintava na minha visão, uma tela em tons de azul e lilás, com o contraste do laranja já gasto, escondido entre as quase transparente nuvens, de textura macia, como se tratássem de meros algodões, a iluminar-me o caminho... Meu deus, que adrenalina. Ver toda aquela paisagem desertificada, onde apenas a íntocavel Natureza predominava... Causou-me uma tranquilidade e nostalgia com a Mãe Natureza, conjuntamente com aquela brisa suave e fresca da tarde, que me deslocava os cabelos, ora para a esquerda, ora para a direita. Ver o movimento vanguardista das ondas, despertou em mim, uma serenidade, onde, durante toda aquela minha viagem sobre a atmosfera que me rodeava, mergulhei no meu subconsciente, registos memoriais, e entrei numa introspecção, sobre o rumo que estava a traçar na minha vida. Chamem-me insana, tresloucada. Chamem-me melancólica, deprimida. Chamem-me alegre, sortuda. Chamem-me o que tiverem no vosso pensamento, mas só eu sei, só eu posso contar a experiência que aquela viagem me transmitiu. Só eu sei o que nela se sentiu.
Só eu sei, que ninguem a terá como eu a tive.
linda viagem...mt legal compartilhar em palavras a tua maravilhosa sensaçao..bjs e boa semana
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